O Olhar Forasteiro
aconteceu entre Julho, mês da viagem, e Março, finalização do documentário.
(120 minutos, DVD) Fiquei responsável por coordenar a esquipe de captação,
montagem de cenários, cinegrafia, fotografia, edição, e pós-produção. O projeto
foi editado como documentário vídeo arte. Foi feito com uma linguagem poética,
uma montagem documental do processo de interação de personagens no interior do
Goiás. A montagem ficou interessante porque mesclaram, cenas verídicas,
encenações reais, encenações ensaiadas e cenas roteirizadas em uma edição que
desse a parecer que foi apenas um documentário documental verídico, mas contado
de forma poética, lúdica e artística. A perícia de montagem das cenas foi importante
porque mesclou diversos formatos eletrônicos, áudio, musica, fotos. Outra
complexidade foi a edição, que transformou o material bruto, 60 horas
convertido para 1 hora e 20 minutos.
Uma das pessoas que tive a felicidade de manter contato até hoje
foi João Helio e sua Esposa Neila, responsáveis pelo Museu de Historia Natural de Serranópolis. Programo nova visita ao
Sítio Arqueológico de Serranópolis. O projeto que foi simultaneamente
acompanhado por uma equipe de imprensa em Brasília, o público que viu o projeto
em suas cidades e a equipe do projeto (outros integrantes). Trecho extraído do livro, Olhar
Forasteiro que foi publicado e entregue junto com o DVD nos municípios do
Goiás:
O
olhar forasteiro procura pelo incomum, é um olhar inquieto, contemplativo ou
sonhador. Que caça, por onde passa, o detalhe, que pode mudar a forma de se ver
o mundo. O incomum não é necessariamente o que nos espanta, mas também o que
nos dá força de procurar em nossa essência a vontade de ampliar nossos
horizontes, de forma que estes nunca mais retornem ao seu tamanho original. A
mudança se torna vital quando se entende que sem ela não há crescer, esta é
movida pela vontade de cada um e guiada pelo olhar, o olhar forasteiro. (Felipe André, 2009)